só um sonrisal pra rebater

Quinta-feira, Dezembro 23, 2004

FELIZ NATAL, MACACADA!

pablo maz from URL @ 12:56 PM

Domingo, Dezembro 12, 2004

POEMEU; quer dizer, do meu xará fodaralho, o Neruda
Poema XV

Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos si te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma.
y te pareces a la palabra melancolía.

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.

Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.

Me gusta cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.


(e agora em português, que não é a mesma coisa, mas dá pro gasto!)

Gosto de ti quando calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, e a minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem voado de ti
e parece que um beijo te fechara a boca.

Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerges das coisas, cheia da minha alma
Borboleta de sonho, pareces com a minha alma
e pareces com a palavra melancolia.

Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.

Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel
És como a noite, calada e consteleda.
Teu silêncio é de estrela, tão longínquo e singelo.

Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesse morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam
E estou alegre, alegre de que não seja verdade.

pablo maz from URL @ 6:01 PM

Sexta-feira, Dezembro 10, 2004

O Sofá

"Àquela hora, já deveriam estar aonde os esperavam, ele e ela, mas continuavam sentados frente-a-frente no chão, ignorando a presença do sofá. Mais que isso: desprezando a razão de sua existência naquela sala, que é sentar-se nele.

Não tendo o sofá sentimentos a serem magoados por nenhum desprezo, e porque talvez, também, mesmo que os tivesse, não seriam os sentimentos de um sofá estacionado junto à parede da sala que os impediria de sentar no chão frio, permaneceram onde estavam.

Ninguém mais os viria naquele dia, exceto o sofá, que não tem olhos, obviamente, por não ser objeto que normalmente tem olhos, e, mesmo que os tivesse, não enxergaria por eles, a não ser que fosse um ser vivo e tivesse os tais sentimentos dos quais já falamos, pois não há ser vivo que não tenha sentimentos. Mesmo os que não tem olhos, tem sentimentos, como as flores, que a mãe do autor jura que os têm (sentimentos, não olhos). Até onde este mesmo autor sabe, não há flor que tenha olhos e enxergue, ainda que algumas pareçam tê-los e pareçam seguir suas ordens, como os gira-sóis, embora, segundo a mãe, elas tenham os tais sentimentos e possam ser magoadas.

Como testemunha cega, não-viva e sem sentimentos, portanto, somente o sofá.
Não é importante saber que ele era (e deve continuar sendo) amarelo, de dois lugares, podia virar cama e bastante confortável. Mas vale a pena dizer que ele viu (ou melhor, não viu), então, algo que por muito tempo ficaria perdido e desacreditado.

O autor acredita que se os sofás fossem vivos, tivessem sentimentos e, além de ter olhos para ver, tivessem boca para rir, seria justamente o que ele estaria fazendo agora, a despeito do olhar da sua dona, perplexo."

pablo maz from URL @ 11:03 AM

Quinta-feira, Dezembro 09, 2004

Pra quem não tá acreditando
Foto tosca do diário:

pablo maz from URL @ 1:08 PM

Terça-feira, Dezembro 07, 2004

O conselho de classe, esse delicioso exercício de sadismo

Uns quinze professores reunidos.
"- Bem, agora vamos ver a freqüência do aluno Chiquitinho de Jesus*. Professores, digam o percentual de presenças...".
Segue rápida apuração.
"Bem, Chiquitinho de Jesus teve uma média de 73,8% de presenças. Ele precisa ter 75%...Conselho, que fazemos com Chiquitinho?".
Coro alto, ressonante e uníssono.
"REPROVA, REPROVA, REPROVA".
"Que maravilha é a democracia, não? O Conselho é soberano. Chiquitinho de Jesus está reprovado por faltas!"

5 horas e 30 minutos, sem parar, dessa delícia. Cheguei em casa mole e com fome; querendo um banho, um prato de comida e dormir pelo resto da tarde. Se eu fumasse, só teria faltado o cigarro.



* É claro que eu não tenho um aluno chamado Chiquitinho de Jesus: é um nome genérico pra um sujeito sem importância. Sem falar que é mais original que "Fulano" ou "Beltrano".
Mas eu tenho Rochelle, Lady Daiane...tem um que o nome é CIRO ABEL TODO BOM! HUAHUAHUAHUAHUA

pablo maz from URL @ 10:15 PM

Segunda-feira, Dezembro 06, 2004

Tô na área, se derrubar é pênalti

Abandonado o blog e hábitos ancestrais (hábitos estes que não exemplificarei jamais, mesmo que argüído pelo Mossad, pela KGB ou pela Velha Guarda da Portela), sinto, mais uma vez, falta desses exercícios quase diários de narcisismo e sem-gracismo que são os meus posts. Volto-lhes, então, meus amigos e amigas, irmãos, camaradas e ex-ficantes vingativas.

E, só lembrando: "Voltar quase sempre é partir para um outro lugar", disse o poeta.

Sobre She-ha, He-man, Greyskull coisa e tal

Eu nunca gostei dos desenhos. Etéria era um mundo bizarro. Veja o Gorpo, por exemplo...ser sinistro, sem boca, nariz, pernas, usava um chapéu do tamanho de um navio, voava de camisola por aí!

Sem falar naquele sujeito que batia com a cabeça nas coisas.
Sem falar que o He-man era gay.
Sem falar que o "gato guerreiro" só virava macho quando estava montadA.

Mas a She-ha...

(Ela também habitava um mundo estranho, com cavalos voadores, espadas de cristal...mas era desenho bobinho pra menina, dá pra entender...)

Um dia eu chego nos 10000 views

Tenho fé. Um dia eu chego lá.

pablo maz from URL @ 1:30 PM

sobre mim
extrovertedÉ, eu era o tal historiador-capoeirista sem nada pra fazer.
Curioso como o diabo, fiz um monte de maluquices. Pô, eu FAZIA mestrado em história na UFF, eu passei carnaval na Ilha Grande, eu bebi Catuaba Poderoso, eu comi uns quibes com cheiro de formol na rodoviária de Niterói e também no Angu do Gomes, eu subi a serra com Pedro ao volante.
Tem gente que me acha meio maluco, engraçado e cara-de-pau, enquanto outros só me acham cara-de-pau mesmo.
Ah, eu sou o pablo, de Niterói (Rio de Janeiro - Brasil), 24 anos, sou alto, forte, bonito, charmoso e mentiroso, e nesse mundo já me chamaram de Pablito, Pablão, Sidinho, Riodades, River, Tanque, Zelão, Pablotz e Muchacha. Deus será mais justo comigo um dia. Pablo, historiador e gato :-)

"
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