Inadequado Eu gosto do tempo e da luz, mas é estranho quando aqui em Botafogo faz sol e, ao mesmo tempo, corre um vento glacial que vem do mar, que vem do Sul, que vem do fim do mundo.
O mar crispado e as pessoas encolhidas. As freiras da Imaculada Conceição, a garotada do PH, os executivos de terno. E o sudoeste entrando pela boca da barra.
Da janela imensa me encara o Pão de Açúcar. Eu acho que ele prefere o verão esquentando a Urca debaixo dos seus pés.
De morte matada Amigo meu joga num time desses de futebol americano de praia no Rio. Me vem com um papo apavorado agora há pouco:
- Cara, olha o psicopata que vai me marcar no próximo jogo:
- Filho, não se preocupa. Eu vou lá chorar no seu buraco.
Feijoada mais longa do universo Saí de casa às 12 e 30, cheguei meia-noite e meia.
Karma is a bitch Saindo da feijuca, peguei um táxi. O taxista era do tipo comunicativo e, logo após saber pra onde eu ia, começou a falar.
- Rapaz, acabei de levar um passageiro em Maricá. Chegando lá, ele me pagou com um cheque, olha que filha da puta! Dá uma olhada nesse cheque. Ele me mostra um cheque do Itaú de R$ 104,00. Preenchido de qualquer jeito, uma assinatura altamente desleixada e pouco crível. Atrás, dois telefones escritos num garrancho praticamente incompreensível.
- Você acha que eu vou receber esse cheque?
- Cara... Sinceramente? Eu acho que não.
- Nem eu. Fiquei puto com essa história e voltei puto de Maricá. Quando cheguei em Niterói, vi que o tal cara tinha esquecido o laptop no banco de trás. Um HP estalando de novo. Já entrei na internet e tudo com ele, um foguete! Agora eu vou te dizer: amanhã eu vou descontar esse cheque. Se eu conseguir pegar os R$ 104,00 da minha corrida, amigo, eu vou correr atrás desse cara pra devolver esse laptop, procuro pelo nome, vou lá em Maricá, faço de tudo.
- Se não conseguir...
- Se eu não conseguir, é porque ele quis me passar a perna por causa de centro e quatro reais... Mas acabou foi perdendo um laptop.
Pablo - Rebelde até onde dá diz (14:09):
(...) Então liguei o foda-se.
Thaís Boechat - E pra te arrasar nem o inferno te aceita. diz (14:09):
Tá na fase bronquinha.
Argh.
Odeio a fase bronquinha.
Thaís Boechat - E pra te arrasar nem o inferno te aceita. diz (14:09):
Vc segue um padrão.
Paixonite
Pablo - Rebelde até onde dá diz (14:09):
Continua.
Vamos ver até onde isso vai.rs
Thaís Boechat - E pra te arrasar nem o inferno te aceita. diz (14:10):
Aí fica na angústia
No desespero.
Fica pensando nisso.
Preocupado.
Sufocando.
Aí se não é correspondido do jeito exato que queria fica putinho
e fala isso.
Padrão.
Crise porra nenhuma. Sou mais a gripe suína! Agora vejam vocês: essa coisa da gripe do porco foi tão ridícula que, nesse mês que fiquei fora do Sonrisa (culpa do Twitter, dos estudos e do EJC), o negócio já começou e já acabou. E eu nem peguei dez dias de quarentena domicilar!
É, eu era o tal historiador-capoeirista sem nada pra fazer, até que um dia eu acordei com raiva de mim mesmo e resolvi me tornar economista (embora eu deva dizer que adoro essa bagaça).
Curioso como o diabo, fiz um monte de maluquices. Eu me graduei e passei pelo mestrado em História na UFF, e agora falta pouco para me formar em Economia lá também - UFForever. Eu passei carnaval na Ilha Grande, eu bebi Catuaba Poderoso, eu comi no Angu do Gomes, eu subi a serra com Pedro ao volante.
Tem gente que me acha meio maluco, engraçado e cara-de-pau, enquanto outros só me acham cara-de-pau mesmo.
Ah, eu sou o Pablo, de Niterói (Rio de Janeiro - Brasil), 28 anos, sou alto, forte, bonito e mentiroso, e nesse mundo já me chamaram de Pablito, Pablão, Sidinho, Riodades, River, Tanque, Zelão, Pablotz, Wando, Shrek, O Animal e Muchacha. Deus será mais justo comigo um dia